Matcha
Chá verde em pó, batido com chasen. Ritual japonês — fino, vegetal, umami.
Como o preparo de matcha funciona
Matcha não é extração — é suspensão. O pó de chá verde moído em pedra se dissolve... na verdade, se dispersa na água: você bebe a folha inteira, não uma infusão dela. Por isso não existe "tempo de extração"; o preparo é bater o pó na água com o chasen (batedor de bambu) até dispersar por completo.
Isso também muda o peso dos fatores: a qualidade do pó importa mais que qualquer técnica. Um matcha cerimonial fresco é doce, vegetal e cheio de umami; um pó culinário oxidado é amargo em qualquer preparo.
Dose, água e temperatura
Água entre 70 e 80°C — nunca fervendo, que queima o pó e traz amargor e adstringência. Peneirar o matcha antes de bater é o passo mais subestimado: desfaz os grumos que o chasen sozinho não desmancha. As doses variam por estilo: 2 g pra 70 ml no usucha, 4 g pra 30 ml no koicha, 2 g em pasta concentrada pros lattes.
Usucha, koicha ou latte
O Usucha é o matcha fino do dia a dia japonês: batido em W vigoroso até formar espuma leve e aerada. O Koicha é o matcha grosso cerimonial — o dobro de pó em um terço da água, misturado por amassamento circular lento, sem espuma; exige pó de altíssima qualidade, porque não há onde esconder defeito. O Matcha Latte e o Iced Matcha Latte partem de uma pasta concentrada batida em pouca água quente, completada com leite quente ou gelo e leite gelado.
Erros comuns
Água fervendo — o erro número um, amargor garantido; pular a peneira e brigar com grumos; mexer em círculos no usucha em vez do W rápido de punho solto, que é o que cria a espuma; usar matcha culinário puro em usucha ou koicha (ele serve, mas em latte, onde o leite arredonda); e guardar o pó aberto fora da geladeira — matcha oxida rápido e perde a doçura em semanas.